Centro Budista/Três Corôas - RS. Visite!

Quando fui a Gramado, cidade florida, linda, do Rio Grande do Sul, fiz um trajeto de volta para Porto Alegre, onde pegaria vôo de volta ao Rio, por uma estrada que me levava uma cidade chamada Três Corôas, há 32 km de Gramado. Era lá que pegaría uma estrada que me levaria ao Centro Budista Khadro Ling. Khadro Ling é a sede do Chagdud Gonpa Brasil, uma organização sem fins lucrativos destinada ao estudo e prática do Budismo Tibetano, com uma comunidade de praticantes budistas que moram no local. O convite feito por um amigo, que previamente agendou a visita (tem que agendar), me interessou muito, pois a curiosidade do novo me seduz. E a busca de paz é um desejo universal.


Como recusar a conhecer um lugar que semeia amor, paz, saúde, bem estar físico e mental, que religiosamente está em meditação, oração, praticando uma outra forma de ver e viver a vida, um pouco diferente da minha que vivo no conflito urbano com todo o peso do cotidiano, rigidas responsabilidades que nos levam ao corre e corre da vida, concentrada no trabalho, compromissos, tempo, cansaço, stress,... Ufa! Eu não recusaria mesmo! Ao chegar, depois de estrada sinuosa subindo para a montanha, o encantamento é imediato. A natureza viva, exposta, linda, florida, esverdeada, é demais! É impactante o silêncio que abriga o lugar e a fisionomia das pessoas que vivem lá. O silencio te absorve de tal maneira que calar naturalmente, parece ser a palavra de ordem... e progresso.

Nas fotos as construções e obras primas, monumentos coloridos ricos de arte e simbologias significantes da cultura tibetana. Na outra foto a Sala das Rodas da Oração, um incrível lugar com imensos cilindros que giram sem parar. É um momento de meditar. Reflexão total!

Um dos muitos monumentos, com imagens de Buda, espalhados pelo lugar. Eu e meu amigo Edvar Junior sabendo da curiosidade: há diferentes imagens de Buda. Muitas sorridentes.


Aí se encontra o templo de oração e meditação. Dentro não é permitido fotografar. O contraste  das cores vivas com o verde e azul do céu. Ouve-se, de vez em quando, um sino soar. 
O Budismo, hoje, refere-se aos ensinamentos transmitidos no séc. VI a.C. por Sidarta Gautama, o Buda Shakiamuni. Em essência, Buda ensinou para as pessoas o caminho da sabedoria, isto é, como alcançar a completa liberdade do sofrimento, a iluminação. O potencial para se tornar um Buda é inerente a todos e, com desejo e empenho, é possível alcançar tal realização. Sabedoria ouprajna, em sânscrito, num sentido comum, significa natureza absoluta, “a mente em estado de absoluta normalidade”.

Como chegar e aproveitar cada instante, cada canto, encanto, veja no site do lugar e siga as instruções abaixo. Vale a pena.

                                                             http://kl.chagdud.org

Pronto! Depois de muito subida a identificação. Seja bem vindo!

Em uma sala para os visitantes, um vídeo contribui para que se aproveite melhor o lugar. 

Existem casas de descanso para visitantes. E outras para hospedagem.


A Casa de Rodas de Oração, com imensos cilindros, que comentei acima. Estes cilindros giram o tempo inteiro e ficamos andando nestes corredores em volta, silenciosamente, meditando. Nos sinos existem várias mensagens subscritadas e milhões de rolos de papel com mantras que acreditam que em movimento esteja sempre emanando profunda energia. Posso garantir que a experiência é fantástica. Pessoas se emocionam e sentem uma profunda paz, com a sensação de uma energia estar agindo por todo o corpo. Inesquecível pra mim!  

Na Sala das Taças, no templo, onde diariamente elas são cheias, como oferenda. 

Desta foto se tem a noção da altura em que a gente se encontra.

Esta foto está no site pois, neste lugar, entra-se descalço e não pode fotografar nada.

Tudo é encantador, cheio de mensagens, simbolos, que nos prendem a atenção.
Pura contemplação. 


No Tibete, é muito comum os praticantes pendurarem bandeiras com mantras e orações ao ar livre. Acredita-se que o vento, ao soprar pelas palavras impressas, espalha bênçãos pelo ar, tocando todos os seres. No Khadro Ling, existe um espaço onde os visitantes, mesmo não sendo budistas, podem pendurar bandeiras e assim gerar energia positiva.

À distância, você pode participar dessa atividade fazendo um depósito ou transferência bancária e oferecendo um certo número de bandeiras. Como as bandeiras precisam ser expostas em um dia específico do mês no calendário budista, um praticante do Chagdud Gonpa irá pendurá-las para você no dia e da forma mais adequada.

Lá existe para visitantes várias casas para hospedagem e loja onde se compram velas, objetos, livros, insensos,... para usos próprios e como lembranças do lugar para familia e amigos. 

Espero que tenham gostado.

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