Maria Ester, vá em paz!


Foi por causa dela que aprendi a gostar de gatos, sua paixão no reino animal. Maria Ester Balbi me deixa muitas lições, dentre elas a de brigar pelos meus direitos com todas as forças da alma. Sua palavra de ordem? Afrontar. E assim viveu diante dos fatos, sem ter medo de nada e de ninguém, de forma inteligente, revelando aos seus leitores tudo, de bom ou ruim, que estava na intimidade da sociedade campista. Desta forma regeu sua vida social, adulada e temida, aos extremos, competente naquilo que se determinava a atuar, de forma única e capacitada, incomodando como milho dentro de sapato apertado. Suas fontes a tornava respeitada como jornalista e sabia como poucos repercutir suas notícias em forma direta ou indireta. Seus personagens fictícios deram o que falar. Suas festas, suas histórias de humor ou com aroma apimentado, com doses de champagne com pimenta, jamais serão esquecidas. Muita gente com sua ida para outro mundo suspira com saudade e outras respiram aliviadas. Foi com ela que editei os mais badalados cadernos de moda, decoração, festas,... que batizamos de Estou na Moda Exatamente, unindo os nomes de nossas colunas assinadas em O Diário. Bem me lembro que jamais faltou nas minhas festas de aniversário e deixava de registrar com apreço em suas páginas, com devidas pompas.   

Eu, Maria Ester e Bilu Lamêgo em uma de minhas festas de aniversário. Presença certeira. 

Não me esqueço que assim que dei meu pontapé inicial em minha carreira como colunista, recebi dela uma nota imensa criticando a escolha do diretor presidente de A Cidade um colunista sem história na sociedade. Nada que me deixasse sem força para seguir o meu caminho determinado e escrito nas páginas de minha vida. E foi a mesma que anos depois, em uma reportagem ao jornal Banana Society, que a entrevistava, que dedicou a mim as palavras que seria eu, Carlos Frederico, a grande revelação do novo colunismo da planície, e daí pra frente dedicava, onde fosse, a sua admiração pela minha maneira de atuar na profissão de colunista, editor de moda e eventos. Nestes 25 anos de trabalho, dedico a ela o grande incentivo de não temer nada, nem ninguém, que era sua grande lição e foi acentuada a vendo atuar. Sentirei falta de sua presença, de sua forma de gostar, de ser verdadeira, de ser amiga, de ser COLEGA. Segue em paz. Ate um dia. 

3 comentários //

POSTAR UM COMENTÁRIO //

 
© Copyright 2010-2016  ‣  Blog Carlos Frederico Silva  ‣  Tecnologia Blogger  ‣  Customizado por Studio UPSE7E